NUTRIÇÃO NA INFÂNCIA - POR Maria Cristina Elias

Em virtude da rápida taxa de crescimento
durante o primeiro ano de vida, a infância é um dos
períodos mais críticos no ciclo da vida,
desta forma o alimento é de máxima importância.

As necessidades nutricionais relativas ao tamanho da criança são altas, e o atendimento a nutrição nesta época é muito importante para a saúde durante a vida. As necessidades nutricionais estão correlacionadas à razão de crescimento, gasto energético e necessidades metabólicas basais. Se a criança reduz, perde ou não ganha peso, deve-se monitorizar a ingestão de energia, ou, se reduzido ou cessado a razão de crescimento em estatura, a probabilidade de uma alimentação incorreta e doenças não detectadas devem ser avaliadas.

Observa-se um maior ganho de peso em crianças alimentadas com fórmulas infantis. É necessário que a alimentação seja balanceada em relação a ingestão de proteínas, carboidratos, gorduras, água, vitaminas e minerais. O leite humano de acordo com especialistas deve ser exclusivo até os 4 a 6 meses. Sua composição é projetada para suprir as necessidades energéticas e nutricionais durante os primeiros seis meses de vida. A composição nutricional do leite humano é diferente do leite de vaca. Por essa razão, não recomenda-se o leite de vaca antes de um ano de vida. A introdução de novos alimentos é necessária para satisfazer as necessidades nutricionais e expor as crianças a diferentes sabores, aromas e texturas.

Os primeiros alimentos semi-sólidos a serem introduzidos seriam os cereais "sem glúten", tubérculos e frutas com baixo potencial alergênico. Recomenda-se que estes alimentos sólidos sejam ofertados entre os 4 aos 6 meses de idade. O ideal é que se ofereça somente um alimentos por vez, facilitando, caso ocorra, aos pais a identificação de processos alérgicos ou intolerância alimentar.

As crianças aumentam gradualmente sua aceitação em relação a novos alimentos, mas a quantidade é aumentada lentamente. Pais que oferecem uma variedade de alimentos poderão garantir uma dieta nutricionalmente balanceada e a adoção de bons hábitos alimentares desde a infância garantindo aos seus filhos um futuro mais saudável. A adição de produtos de origem animal e vegetal poderá ser efetuada após os 6 meses de vida, com muita atenção aos alimentos associados a ocorrência de reações alérgicas nesta fase. Os alimentos "habituais da casa" podem ser introduzidos gradativamente no segundo ano de vida, com cuidado para que supram uma adequada ingestão energética e nutricional da criança. Outros aspectos importantes são a manipulação dos alimentos, freqüência das refeições e uma postura positiva dos pais em relação aos filhos evitando que as crianças, ou criem tabus em relação a determinados alimentos, ou consumam em quantidades excessivas.

A dieta dos pais influencia os hábitos alimentares de seus filhos . O apetite e a predileção por determinados alimentos estão relacionados à cultura alimentar dentro de casa. Se os pais não têm uma dieta saudável e variada, fica muito difícil tentar impor esse tipo de hábito alimentar para seus filhos.

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